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Itamar filia-se ao PPS
O ex-presidente da República e ex-governador de Minas, Itamar Franco filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS) ontem, 6 de julho, em ato público realizado na Assembléia Legislativa às 15h. Sem partido desde que deixou o PMDB em 2006, Itamar Franco foi saudado pelo gorvenador Aécio Neves, pelo presidente da ALMG, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), e pelo presidente nacional do Partido, deputado Roberto Freire.
Itamar Franco foi eleito prefeito de Juiz de Fora e senador da República por duas vezes. Na Assembléia Nacional Constituinte, teve importante atuação defendendo: o rompimento das relações do Brasil com países que desenvolvessem uma política de discriminação racial; o estabelecimento do Mandado de Segurança Coletivo; a remuneração de 50% superior para o trabalho extra; a jornada semanal de 40 horas; a legalização do aborto; o turno ininterrupto de seis horas; o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço; a unicidade sindical; a soberania popular; a nacionalizção do subsolo; a estatização do sistema financeiro; limitação do pagamento dos encargos da dívida externa; e criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Foi contra: a pena de morte; o presidencialismo; e da prorrogação do mandato do presidente José Sarney. (Fonte: Wikipedia).
Como vice-presidente de Fernando Collor de Melo, ele divergiu de importantes aspectos da política econômico-financeira adotada pelo governo como o processo de privatizações e a aplicação dos fundos resultantes da venda das companhias estatais, que para ele, deveriam ser usados na área social. Com denúncias de corrupção contra o governo Collor, que resultaram no impeachmente do presidente, Itamar assume inteirinamente a presidência em 29 de setembro de 1992 e, três meses depois, com a renúncia de Fernado Collor, assume definitivamente a presidência.
Plano Real (Wikipedia)
Em fevereiro de 1994, o governo Itamar lançou o Plano Real, elaborado pelo Ministério da Fazenda a partir de idealização do economista Edmar Bacha, que estabilizou a economia e acabou com a crise hiperinflacionária. Beneficiado pelo sucesso do plano, Fernando Henrique Cardoso passou a ser o candidato oficial à sucessão de Itamar, e foi eleito presidente em outubro de 1994. Com avitória de seu candidato, Itamar foi nomeado embaixador brasileiro em Portugal, e posteriormente embaixador brasileiro junto a Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, Estados Unidos.
No entanto, discordando do programa de privatização das empresas estatais adotado pelo presidente Fernando Henrique e também da mudança da Constituição visando sua reeleição, Itamar tornou-se um crítico do governo FHC. Itamar se candidata então ao governo de Minas Gerais, fazendo oposição ao governo presidencial, ganhando a eleição contra o então governador Eduardo Azeredo do PSDB, apoiado por Fernando Henrique. Assim que tomou posse, em 1999, decretou a moratória do Estado de Minas Gerais, defendendo a necessidade de se empreender uma auditoria na dívida estadual que, entre outros pontos, era atrelada a uma taxa de juros de 7,5% ao ano, enquanto estados como São Paulo negociaram suas dívidas a uma taxa de 6%. Em seu governo a dívida mineira foi equacionada e começou a ser quitada.
Contrário à política de privatizações, retomou judicialmente o controle acionário da estatal geradora de energia elétrica de Minas Gerais CEMIG, parcialmente vendida por seu antecessor, o então governador Eduardo Azeredo, que somente conseguiu fechar as contas estaduais em seus dois últimos anos de governo desfazendo-se de parte do patrimônio público mineiro, que foi privatizado. Itamar também insurgiu-se contra a privatização empresa energética Furnas.
No âmbito político, destacou-se pela realização de uma política centrada nos grandes temas, construindo uma composição composição política, de feição centro-esquerdista, que chegou a ter a participação de PMDB, PT, PDT, PSB, PCdoB, PTB, PP e PL, entre outros partidos. Extinguiu as subvenções sociais distribuídas por deputados e não negociou emendas parlamentares, deixando de exercer a habitual dominação que o Executivo exerce sobre o Legislativo. Em décadas, foi o governador com maior número de projetos rejeitados na Assembléia mineira, retaliado pelo rompimento com o pacto clientelista.
Terminando seu mandato no governo de Minas Gerais no final de 2002, Itamar resolve não se candidatar a reeleição e apoia a candidatura de Aécio Neves para o governo do Estado e de Luiz Inacio Lula da Silva para a presidência da República. Em Minas, Itamar faz seu sucessor, e com a vitória de Lula no plano nacional, Itamar é nomeado embaixador brasileiro na Itália, cargo que decidiu deixar voluntariamente em 2005.
Embora na memória da maioria permaneça um governador mais atento aos problemas nacionais e a uma eventual candidatura à presidência da república, foi em seu governo que se reorganizaram as finanças e a administração estadual, possibilitando ao governador seguinte, Aécio Neves, eleito com seu apoio, implantar o chamado "choque de gestão".
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