Minas Gerais alcança maiores índices de redução da pobreza e desigualdade do país
Ação Política — 15 de fevereiro de 2012 16:09Os resultados do estudo “A situação social nos Estados”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelam que Minas Gerais vem reduzindo seus índices de pobreza e desigualdade em ritmo maior que outros estados do sudeste e que a média brasileira. Em contra partida, o mesmo estudo revela que, o estado mineiro possui apenas 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e 10,3% da população.
A deputada estadual Luzia Ferreira, signatária do requerimento que deu origem ao Seminário Legislativo Pobreza e Desigualdade, realizado ao longo de 2011 pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, acredita que esses resultados apontados pelo estudo do Ipea, são decorrentes de iniciativas que incentivem a discussão do tema, como a efetivação das propostas levantadas no Seminário Legislativo.
“O estado começa a avançar, seja em qualquer área, quando investe na população, que é quem o constrói. Algumas das propostas discutidas durante o Seminário Legislativo Pobreza e Desigualdade foram incluídas no Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2012/2015, no Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) e no orçamento do estado para garantir a efetivação das medidas contra a pobreza e a desigualdade social”, explica a deputada estadual Luzia Ferreira.
Erradicação da pobreza é prioridade em Minas
Na última década, a redução dos índices de pobreza e a melhora dos indicadores sociais ocorreram em todos os Estados, especialmente no meio rural. O estudo do Ipea mostra a evolução de 34 indicadores entre 2001 e 2009, nas áreas de demografia, previdência social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação. É possível comparar dados dos estados com as médias regional e nacional e descobrir, por exemplo, como está a evolução de Minas Gerais em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, às taxas de homicídio e à remuneração do trabalho.
De acordo com o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, Minas apresenta a 9ª maior renda domiciliar do país e a 8ª menor taxa de pobreza extrema entre os Estados. Tecnicamente, considera-se em extrema pobreza os que tinham renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês, em setembro de 2009. Para anos anteriores, o valor é deflacionado segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2001, 9% da população mineira estava nessa situação, índice reduzido para 3% em 2009. É uma queda bem superior à da região sudeste (que caiu de 5,6% para 2,3%) e à do Brasil (queda de 10,5% para 5,2%).
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